Elites e exercício de poder no Brasil colonial: a Câmara Municipal do Recife, 1710-1822
Palavras-chave:
Poder legislativo – Recife (PE) – História – Período colonial, 1710-1822, Recife (PE) – Câmara Municipal – História, Recife (PE) – Política e governo, Recife (PE) – Câmara municipal – ÉticaSinopse
As câmaras municipais, durante o período colonial, eram instituições com atribuições muito variadas e elásticas. Compostas pelos habitantes principais das vilas e cidades (homens-bons), atuavam como tribunas para as reivindicações das populações junto ao rei e, muitas vezes, também como trincheiras nos conflitos com autoridades enviadas pela Coroa. Nos centros urbanos mais importantes, podiam interferir nas dinâmicas comerciais e fiscais de áreas mais amplas que os limites do município, e até mesmo nos fluxos entre a colônia e a metrópole.
Este livro analisa detalhadamente a atuação da Câmara Municipal do Recife no período colonial, desde sua instalação em 1710 até a independência do Brasil, em 1822. A municipalidade recifense surgiu no âmbito dos conflitos por poder entre os senhores de engenho pernambucanos – que controlavam a Câmara de Olinda – e os grandes comerciantes portugueses radicados no Recife, pejorativamente apelidados de “mascates” por seus opositores. O livro traça ainda um perfil prosopográfico dos ocupantes dos principais cargos da câmara (vereadores e procuradores), que eram escolhidos por um restrito colégio eleitoral para mandatos de um ano. Origens, ocupações, ligações familiares, formação acadêmica, nível de propriedade e participação nas irmandades e ordens terceiras foram alguns dos elementos biográficos recuperados de um conjunto de 307 indivíduos que ocuparam os cargos eletivos na Câmara do Recife no período estudado. Dessa forma, é possível enxergar como os interesses da elite política local transparecem nas decisões da municipalidade. A pesquisa para este livro foi financiada pela Capes, e foi realizada no arquivo do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, no Arquivo Histórico Ultramarino, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e nos arquivos da Ordem Terceira de São Francisco e da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, ambas do Recife, entre outros repositórios.
Downloads
Publicado
Séries
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.